Despacio
de tudo, pouco… de pouco, quase nada.

Keep walking…

Você nunca reencontrou alguém do seu passado na rua, passando ao seu lado sem te reconhecer?
Pois é, é complicado o sentimento. Hoje passei pela primeira pessoa pela qual senti desejo… sim desejar. Não no sentido carnal, mas o de posse mesmo. Cruzei pela rua com o meu primeiro amor. Lá dos tempos da terceira série do colégio ainda… dos tempos em que ainda dava os Chips e a Xuxa de manhã na tv.

Foi estranha e ao mesmo tempo reveladora a situação. Descobri que ela em muito se parecia com uma das minhas ex-namoradas com a qual fiquei por quase 4 anos.
Isso me remeteu a ideia de que buscamos parceiros em nossas vidas baseados em lembranças da infância. Passei alguns minutos pensando se isso teria fundamento.
Descobri que sim… TEM FUNDAMENTO!!! Lembrei-me de algumas meninhas pelas quais tive paixões fulminantes quando era guri. Tentei trazer seus rostos para os tempos atuais e comparar com aquelas que hj em dia me despertam interesse. E não é que funciona? Fiquei estupefato com a conclusão.

Pode até ser que seja mera coincidência, mas sei lá. Tive fatos concretos de que temos por beleza e por gosto, aquilo que já nos foi mostrado alguma vez na idade infantil. E que também por isso nos prendemos aos padrões que já estão incravados em nossas mentes há muito tempo.

Isso me faz chegar num outro ponto do pensamento. De que nada para. Nada fica estagnado. Tudo muda a todo momento, mas certas vezes precisamos andar.
Simplesmente caminhar em novas direções. Guiados por nossos instintos e vontades. Mesmo que estranhos no começo. Ir contra o que se acredita, as vezes, nada mais é, do que aprender. Conhecer a si próprio é uma tarefa diária. Saber o que se gosta é deleitar-se com o desgosto. Com o arrepio do sabor amargo. Só assim saberemos o quanto é doce o que se prefere.

Keep Walking….

3 Respostas para “Keep walking…”

  1. ou o quão amargo é o que se prefere…
    esqueceu de mencionar os ferormônios… :P

  2. Eu acho diferente. Acho que buscamos no outro um padrão materno/paterno. Crescemos vendo como a mulher (mãe) e o homem (pai) devem ser e buscamos no parceiro/a algo próximo ao que nos acostumamos e aprendemos que é certo.
    Era isso :)
    Beijos

  3. Gostei!!!!
    Freud deve explicar!!
    Procuramos pessoas, coisas, lugares e momentos ideais e se formos notar sempre do mesmo jeito.

    Abaixo a mesmice, se é que podemos!!!

    Besos
    Fabiana


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