Dizem que o artista só consegue ser pleno nas fortes emoções.
Alegria, tristeza, felicidade, dor… Concordo plenamente.
Só em meio a vácuos de existência sinto vontade de escrever (mas artista sou de outras coisas, que não vêm ao caso aqui).
Esse meu vazio, pelo menos desta vez, tem prazo de validade. Durará aproximadamente cinco dias. (Notícias de terras mais altas dizem que pode ser menos). O afastamento ou a privação de algo que te faz bem e que te deixa feliz é torturante. Mesmo que no primeiro dia, que ao meu ver, é o pior deles. Pior porque ainda não vivi os outros.
Doeu muito a partida, mas ouvir tua voz distante ao telefone, ou receber qualquer mensagens que seja, me enchem de expectativas. Expectativas. É disso que se alimenta a espera. Quanto mais esperamos, mais ela se agiganta em nós. Expectativa e esperança são palavras parecidas, porém muito diferentes. A expectativa é de que a qualquer momento teremos algo novo. A esperança é de que algum dia algo aconteça. A tensão da partida trouxe, já no primeiro instante, a dor.
Tirou-se de mim a presença essencial do algo que amo. Mesmo sabendo que é por pouco tempo, a ausência parece uma dor eterna. Eterna até o momento em que racionalizamos. Que pensamos que algo ainda maior que o que tínhamos está por vir.
A subta subtração daquela que me traz vida vem com sonhos loucos e perturbados… e também um acordar perdido, envolto a um tarde despertar.
Dia curto, mas espero que mais longo que todos os outros que sigam este até o dia do reencontro.
PS> Contando os minutos.
Quase esqueço da música do dia…
Um dia frio, um bom lugar pra “não” ler um livro e o pensamento lá em você.
Eu sem você não vivo”